08 fevereiro 2010

DOIS TIPOS DE EMOÇÃO                            
O comportamento humano é orientado, basicamente, para a busca do prazer ou para o afastamento da dor. Nossas emoções e sentimentos fazem com que busquemos algo satisfatório, ou então fazem com que evitemos a insatisfação. Neste caso, temos dois tipos de emoção: aquelas que nos impulsionam e aquelas que nos retraem. É claro, as emoções positivas são aquelas que favorecem o sucesso de uma pessoa, mas, infelizmente, a maioria ainda tem dificuldade de canalizar suas emoções e sentimentos de forma inteligente.
É antiga a história de que precisamos gostar e ter prazer naquilo que fazemos, caso contrário, não obteremos sucesso. Sendo assim, o que devemos fazer para criar estados que nos impulsionem e nos dê prazer em agirmos?
Todos nós possuímos no cérebro uma estrutura chamada de núcleo acumbente. Segundo Suzana Herculano, em seu livro “Fique de bem com o seu cérebro”, esse pequeno sistema de um centímetro de diâmetro, causa-nos prazer e, quanto maior for sua ativação, maior a sensação de euforia e alegria. Para utilizar o núcleo acumbente a seu favor, basta imaginar um comportamento bem-sucedido, ou seja, é necessário projetarmos um quadro mental dos resultados que pretendemos alcançar.
Se você imaginar e considerar que todas as suas ações deram certo, ou seja, que suas expectativas foram atendidas, o córtex cerebral vai liberar certas doses de dopamina para o núcleo acumbente e, quanto mais ele receber dopamina, mais ativo ficará. Como consequência, mais estados de prazer você sentirá. Por isso, é importante acreditar num resultado e imaginar-se atingindo as metas. O sucesso começa primeiro na cabeça de cada um.
Essa máxima pode ser comprovada pelos estudos da neurociência. Quando alguém aprende a criar sentimentos positivos, transmite boas impressões para os outros, que gostam de pessoas confiantes, com “cara boa”, de “bom astral”, etc. É muito importante saber criar os melhores estados, porque os sentimentos determinarão as ações. Se o estado emocional for positivo e proativo, o comportamento também será. Por outro lado, se for negativo, as ações serão limitadas. Os resultados são consequências, entre outros fatores, das nossas atitudes.
A psicologia tradicional nos ensina que nós trazemos, ao nascer, algumas emoções básicas e autênticas: o medo, a raiva, a tristeza e a alegria. Todas elas têm uma função importante em nossas vidas. Mas, infelizmente, a maioria dos seres humanos ainda tem dificuldade de canalizar estas emoções de forma inteligente. Analise a importância disto: o ser humano possui em seu cérebro uma estrutura chamada sistema límbico, responsável pelas emoções e sentimentos. O sistema límbico, quando recebe um estímulo, seja ele visual, auditivo ou cinestésico, envia “mensagens” para o tálamo (a maioria dos impulsos sensitivos passa por ele) e hipotálamo (integra o sistema endócrino ao sistema nervoso autônomo e atua como responsável pela manifestação das emoções e sentimentos – controle emocional) que automaticamente produz respostas, ativando o sistema endócrino glandular, e então temos um estado.
Quanto maior for a repetição de determinados estímulos sensoriais em nosso dia-a-dia, mais habituado o organismo ficará com determinadas substâncias produzidas em decorrência destes estímulos. A raiva, por exemplo, é um estado que resulta de uma quantidade excessiva de adrenalina na corrente sanguínea. De acordo com a psicóloga Susan Andrews, autora do livro “Stress a Seu Favor”, quanto mais o individuo repete este estado, e reprime-o, mais propenso ficará a ter hipertensão, insônia e enfraquecimento do sistema imunológico. Já o medo é uma resposta psicofisiológica a situações ameaçadoras, e quanto mais se repete este estado, mais o hormônio adrenocorticotrófico será produzido no organismo, preparando o individuo para “fuga”, ou “luta”.
A alegria, a felicidade e a motivação, por exemplo, são sentimentos de energia que resultam de grande quantidade de dopamina, e dos neurotransmissores serotonina e endorfina. Todas estas informações servem para entendermos que existem, de maneira geral, dois tipos de sentimento / emoção: bom e ruim. Quanto mais estados positivos escolhemos sentir, mais “viciadas” ficarão nossas células do corpo com este sentimento, e mais sede o organismo terá pelas substâncias químicas que produzem o bem-estar e a energia. Quanto mais estados negativos escolhemos sentir, mais acostumados ficaremos a viver uma vida de forma "apagada". Pense: quais são as emoções e sentimentos que você tem dado mais espaço em seu organismo? Quais são os sentimentos que você prefere sentir predominantemente? Não quero afirmar que devemos ignorar as emoções e os sentimentos negativos. Jamais. Devemos saber como interpretá-los e como usá-los de forma apropriada, ou seja, vai depender de como você percebe o que você sente. O medo você pode classificá-lo como um grande vilão diante de diversas situações de sua vida, ou você pode percebê-lo como uma proteção útil, uma atenção concentrada para que você se adapte melhor a situação.
Ao acordar pela manhã, projete um quadro mental das conquistas que você deseja obter durante o dia. Veja o filme completo em sua mente, acreditando que terá excelentes resultados. Esse pequeno exercício irá ajudá-lo a canalizar as emoções para que elas sejam suas aliadas. Quando você elabora formas diferentes de perceber seus sentimentos, com ricas escolhas, você transforma aquela emoção ruim em algo bom, algo ruim se transforma em algo útil. Assim você estará criando o “poder” de fazer das suas emoções suas aliadas. Mas quem escolhe é você. Portanto, qual das duas opções de emoção / sentimento você deseja repetir em sua vida: boa ou ruim? Saiba que você pode produzir o melhor estado emocional para si, desde que você esteja preparado para perceber e administrar melhor os estímulos que chegam em seu cérebro. Agora, faça a sua escolha!
Fonte adaptada: Cersi Machado

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