08 fevereiro 2010

TEMPO DE DEUS X TEMPO DO HOMEM                                                               Em primeiro lugar, é necessário saber o que significa a palavra tempo: "Tempo. S.m. 1. A sucessão dos anos, dias, horas, etc., que envolve a noção do presente, passado e futuro. 2. Momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize" (Aurélio).
A Palavra de Deus fala, em Eclesiastes 3.1, o seguinte:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.
Mas o que é o tempo de Deus e o que é o tempo do homem? Há duas palavras gregas para “tempo”:
Uma é Chronos, que significa tempo em geral, isto é, o momento em geral em que algo é feito. Exemplo: Que horas são?
A outra é Kairos, é o tempo estratégico, ou o tempo certo; o momento oportuno em que algo deve ser feito. Exemplo: Uma porta de oportunidade é o tempo kairos; um ataque na hora certa em uma guerra é o tempo kairos; quando alguém está em perigo ou está para ser atacado pelo mal, este é um tempo kairos.
Definimos, então, o tempo do agir humano como tempo Chronos e o tempo do agir de Deus como Kairos. O mundo espiritual trabalha no tempo kairos.
“... dos filhos de Issacar, entendidos nas ciências dos tempos, para saber o que Israel deveria fazer...” (1 Crônicas 12:32).
Com essa pequena introdução sobre o que é o tempo, veremos a história de um homem que não perdeu a visão da promessa que receberia de Deus por causa do passar do tempo, mas, ao contrário, perseverou e viu o cumprimento dela.
“Chegaram os filhos de Judá a Josué em Gigal; e Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, lhe disse: Tu sabes o que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, a respeito de mim e ti. Tinha eu quarenta anos quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra; e eu lhe relatei como sentia em meu coração. Mas meus irmãos, que subiram comigo, desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus. Então Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente a terra em que puseste o pé será tua e de teus filhos, em herança perpetuamente, pois perseveraste em seguir o Senhor, meu Deus. Eis, agora, o Senhor me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando ainda Israel no deserto, e já agora, sou de oitentas e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar” (Josué 14.6-11)”.
Podemos ler, na história do povo de Deus, que Calebe e Josué faziam parte do grupo que foi escolhido para espiar uma terra que seria do povo de Israel. Mas somente a eles foi dada e cumprida a promessa de Deus. Nem mesmo Moisés, aquele a quem o Senhor falava face a face, teve este privilégio de pisar na terra prometida. Calebe representa cada um de nós hoje em dia. Recebemos a nossa promessa (seja ela da restauração do casamento, da cura de uma doença, do sucesso financeiro e profissional, da libertação e conversão de um ente querido, ou até mesmo de um chamado para fazer a obra de Deus, etc.), e saímos para espiar a nossa terra. Porém, a realização da promessa de Deus em nossas vidas dependerá de como nós lidaremos com as circunstâncias adversas que nos envolvem, como barreiras que se levantam, o tempo que está passando, perseguições e tantas coisas que acontecem na vida de uma pessoa. Tudo para nos fazer perder a visão da promessa de Deus e olharmos mais para os “gigantes espirituais” do que para Aquele que é poderoso em cumprir toda e qualquer promessa.
Para marcarmos o nosso tempo como Calebe, nós não podemos perder a visão. Pois, quem não a perde, jamais fica desanimado, muito menos prostrado. A questão não é o tempo do seu cumprimento e sim que Deus irá cumpri-la ao Seu tempo. Quando o Senhor nos faz uma promessa, ela já está pronta para se manifestar em nós, mas a questão é se estamos prontos para receber o seu cumprimento (Lucas 18.7-8).
Toda promessa de Deus para a vida do homem passa pelo teste do tempo (Habacuque 2.3). Não porque Deus se esqueceu dela, de nós, ou porque o tempo é um empecilho para Deus agir. Mas é, simplesmente, porque Deus usa o tempo como um instrumento de aperfeiçoamento, de amadurecimento, de perseverança, para que possamos recebê-la como bençãos.
O grande problema é quando tentamos ajudar Deus para que a promessa logo se cumpra. Temos, entre tantos exemplos nas Escrituras Sagradas, o caso de Abraão, que recebeu a promessa de Deus que ele e Sara teriam um filho. No entanto, Sara quis dar uma “ajudinha" a Deus para agilizar o cumprimento da promessa, entregando sua escrava Hagar para conceber-lhe um filho. Como consequência desse ato, Abraão teve o retardamento de sua promessa em quatorze anos. Mesmo assim, ele não olhou para o tempo que decorria nem duvidou por incredulidade na promessa de Deus, mas, pela fé, se fortalecia e continuava firme, apesar de todas as circunstâncias naturais dizerem o contrário. Temos de nos lembrar sempre disto, definitivamente, que DEUS NÃO PRECISA DA NOSSA AJUDA, ELE QUER SOMENTE A NOSSA FÉ! A FÉ PRÁTICA E INTELIGENTE! QUE FAÇAMOS A NOSSA PARTE SOMENTE, NÃO A PARTE D'ELE!
Infelizmente, não podemos esquecer de um terrível inimigo que impede as pessoas de receberem as bençãos. Ele se chama ANSIEDADE, isto é, estado emocional em que há sentimento de insegurança. A pessoa ansiosa não consegue ver o que e como Deus está trabalhando em sua vida. Um exemplo disso é: Quantas vezes as pessoas tomam posse na fé de que algo maravilhoso vai acontecer, guardam aquilo por um tempo, dois tempos, três tempos, mas o tempo está passando e nada acontece. Então, chegam a Deus e murmuram: “Mas o Senhor disse...”, “está escrito”, entre tantas outras coisas que falam e fazem. Por que ficam ansiosos? É porque tiram os olhos da infinita grandeza de Deus e olham para o limite do tempo. O Senhor Jesus Cristo não nos chamou primeiramente para ver e sim para crer, descansar em Suas promessas, pois Ele está trabalhando em nós.
Devemos pedir a Deus que nos ensine a lidar com o tempo. Para nós é tempo; para Deus é tratamento. Isso nos leva a uma outra pergunta: Por que Deus está me tratando? Para que, quando ela se manifestar, se torne uma benção e não uma maldição na vida do homem. Para que seja motivo de louvor e glória a Ele.
Para concluir, o que vai fazer a diferença em nossas vidas não é o tamanho da promessa, de sua maravilha ou do tempo que ela irá levar para se manifestar; o que vai fazer a diferença é, independentemente disso tudo, se iremos perseverar em seguir o Senhor ATÉ O FIM! Calebe levou quarenta e cinco anos, mas ele perseverou em seguir a Deus. Devemos segui-Lo, independentemente do que estamos sentindo, vivendo ou recebendo. Quando perseveramos em servir a Deus, as bençãos vêm e nos alcançam. Calebe disse que quarenta e cinco anos depois ele tinha a mesma força. Ele não perdeu a visão da promessa de Deus para sua vida; ele não perdeu a fé; ele perseverou e conquistou. E você? Está acelerando ou retardando o cumprimento da promessa de Deus em sua vida? Pense bem nisto!

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