08 fevereiro 2010

É TUDO OU NADA- 
Por que as pessoas evitam o tudo ou nada e acabam convivendo com situações insatisfatórias pela vida afora? Será que são burras? Não acreditam... Será que são masoquistas? Tampouco acho que seja o caso...
O fato é que todos nós temos uma tendência bastante natural: fazemos o que nos dá prazer e evitamos o que nos provoca sofrimento. Para entendermos o que leva alguém a manter relacionamentos, profissões, empregos e circunstâncias profundamente insatisfatórias precisamos analisar a forma como as pessoas definem o sofrimento. A percepção do que é sofrimento vai determinar as escolhas e, portanto, os comportamentos.
"As pessoas somente mudarão quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança."
Na verdade, decidimos manter uma situação desagradável porque tememos sofrimentos desconhecidos ou maiores do que aqueles que vivemos — ainda que persistam por menos tempo.
Se você compreende que sofrer é a perspectiva de não se sair bem no próximo emprego ou relacionamento, poderá se sujeitar a um chefe que o humilhe diariamente ou a uma relação sem amor. Se seu filho compreende que sofrer é ficar sem dinheiro, vai sujeitar-se a viver eternamente dependente dos pais. Se uma viúva imaginar que sofrer é ir a um jantar e não ter com quem conversar, aceitará viver sem sair de casa pelo resto da vida. Isso nos leva a pensar que, na maior parte das vezes, as pessoas não percebem que fazem escolhas que provocam diariamente mais sofrimento.
Essa percepção distorcida faz a gente optar por relacionamentos, profissões, empregos e circunstâncias que não nos realizam como seres humanos — e começamos a distorcer nossas escolhas. É por causa disso que muita gente, sem ao menos saber, prefere permanecer vivendo com um sofrimento conhecido a tomar uma decisão que leve a um sofrimento desconhecido.
Se pudéssemos adivinhar o pensamento dessas pessoas, provavelmente ouviríamos:
  • pelo menos meus pais me deixam chegar tarde em casa...
  • pelo menos nessa profissão eu tenho emprego...
  • pelo menos esse emprego é garantido...
Outras pessoas, também sem se dar conta, preferem conviver com um sofrimento suportável a se arriscar por um caminho em que, de repente, venham a sofrer ainda mais. É o caso daquele casal de namorados que briga diariamente, mas não termina porque nenhum dos dois quer viver o sofrimento da separação. Muitas vezes ficam se torturando durante anos porque não têm coragem de enfrentar a dor momentânea de um rompimento.
Se entrássemos nos pensamentos dessas pessoas, ouviríamos algo como:
  • prefiro brigar todos os dias com meu companheiro a ficar sozinha porque não serei capaz de conquistar outra pessoa.
  • é melhor ficar quieto, senão vou provocar uma crise muito maior.
  • é melhor trabalhar todos os dias em uma profissão que não tem nada a ver comigo do que ficar desempregado.
As pessoas temem ousar, e seus medos são os mais diversos:
  • medo de sofrer mais em outra relação.
  • medo da solidão.
  • medo de não encontrar uma pessoa legal.
  • medo de ter de enfrentar situações novas.
É lógico que as pessoas não fazem essas escolhas conscientemente. Mas às vezes elas se acomodam conscientemente, simplesmente deixam que a vida decida por elas. Até que, em um momento de lucidez e consciência percebem que esse relacionamento, esse estilo de vida, essa profissão ou esse emprego só traz sofrimento inútil.
"Infelizmente muitas pessoas vão passar pela vida sem perceber que estão colecionando frustrações e sofrimentos, quando na verdade têm muitas opções de mudança."
Nesse momento, elas têm duas escolhas: partem para o tudo ou nada ou se enganam com mais uma promessa que jamais será cumprida:
  • quando meus pais ficarem mais velhos, eu mudarei de casa...
  • quando eu encontrar uma empresa legal, sairei deste emprego...
  • quando ele perceber quanto o amo, vai parar de beber...
Assim, situações insatisfatórias se arrastam por muito tempo sem jamais serem enfrentadas para valer. Está na hora das pessoas pararem de usar óculos cor-de-rosa e fazerem promessas vazias a si próprias! Elas precisam acreditar que a vida pode ser muito melhor do que é agora!
"Se você está se sentindo frustrado, tenha a certeza de que, para levar a vida que quer, você precisará deixar de lado a vida que tem! Partir para o tudo ou nada! "
Momento do tudo ou nada é como um grito de liberdade diante de um silêncio insuportável. Um ponto final em situações que se arrastam há anos sem solução. O rompimento definitivo de uma forma padronizada de lidar com a vida.
Tudo ou nada é demolir um muro que o impossibilita de seguir. É uma maneira de recuperar a dignidade abalada. É uma ruptura com a maneira de administrar sua vida. É quebrar as grades da gaiola que o impedem de voar...
Tudo ou nada é uma decisão que você toma em um momento de despertar da consciência. Mas não basta só isso: é preciso algo mais...
Uma decisão radical é insuficiente se a gente não tomar uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir. A maioria das pessoas tomam decisões superficiais: elas apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes. Não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos. Assim, com a mesma rapidez que decidem algo, desistem.
"É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa."
É importante entender com toda a clareza que, durante um processo de transformação radical, a atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos com comprometimento, determinação e fé. Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
E você, vai partir para o tudo ou nada? Ou ainda dá para suportar mais um pouco de sofrimento? A oportunidade de mudança está aí na sua frente... Deus quer mudar a sua vida, mas é você quem decide!
Fonte: Roberto Shinyashiki
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